sexta-feira, 24 de junho de 2016

Partícula


Partícula. 

Por Vitalina de Assis.








Já deu por hoje, por amanhã e por todos os dias que ainda tenho debaixo do sol. 

  quase me esgoto. Após o silêncio a seguir meus passos, calar meus lábios, esconder minha vergonha despudorada, poupar-me-ia deste vexame?


E o que dizer ou fazer, se a gentil vida, em uma cartola mágica, não escondeu para mim o amor?


Ressentir-me-ia da vida, se assim o fosse? Fecharia os olhos, retendo na retina a ingratidão por dias vividos na incompletude?

O que sei eu da completude, para avaliar o que me falta? Quem nunca se completa, não tem parâmetros para comparar. 

Entra no dia, sai da noite, amanhece sem o sol, sem as estrelas anoitece, acorda e percebe que ainda é noite para sentimentos hibernais.

Vai-se o inverno e a primavera, nada prima, em meio a flores e perfumes. 

Sou um corpo inerte. Sou Folha dispersa. Sou segredo inconfessável. Sou a muda de dissabores. Sou ruído, fala torpe. Sou silêncio que não se cala. Sou voz que não se escuta. Sou sobra, nunca o todo. Resto, poeira, pó.

Um sopro. Fragmento. Átomo de mim.

2 comentários:

  1. “O que quer que ames ama-te”
    Com o teu amor
    Acendeste-me a luz da alma
    Vivo, amo, porque a morte é o ato de regressar

    Tenho um sol inteiro
    Um castelo altaneiro
    A saudade do amor primeiro
    Tenho tanto, nada, rosa, sal fogo

    Doce beijo


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  2. “O que quer que ames ama-te”
    Com o teu amor
    Acendeste-me a luz da alma
    Vivo, amo, porque a morte é o ato de regressar

    Tenho um sol inteiro
    Um castelo altaneiro
    A saudade do amor primeiro
    Tenho tanto, nada, rosa, sal fogo

    Doce beijo


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Seu comentário muito me honra. Sinta-se em casa.

Agradecida,

Vitalina de Assis.