Partícula.
Por Vitalina de Assis.
Já deu por hoje, por amanhã e por todos os dias que
ainda tenho debaixo do sol.
Já quase me esgoto. Após o silêncio a seguir meus
passos, calar meus lábios, esconder minha vergonha despudorada, poupar-me-ia
deste vexame?
E o que dizer ou fazer, se a gentil vida, em uma
cartola mágica, não escondeu para mim o amor?
Ressentir-me-ia da vida, se assim o fosse? Fecharia os
olhos, retendo na retina a ingratidão por dias vividos na incompletude?
O que sei eu da completude, para avaliar o que me
falta? Quem nunca se completa, não tem parâmetros para comparar.
Entra no dia, sai da noite, amanhece sem o sol, sem as
estrelas anoitece, acorda e percebe que ainda é noite para sentimentos
hibernais.
Vai-se o inverno e a primavera, nada prima, em meio a
flores e perfumes.
Sou um corpo inerte. Sou Folha dispersa. Sou segredo
inconfessável. Sou a muda de dissabores. Sou ruído, fala torpe. Sou silêncio
que não se cala. Sou voz que não se escuta. Sou sobra, nunca o todo. Resto,
poeira, pó.
Um sopro. Fragmento. Átomo de mim.

“O que quer que ames ama-te”
ResponderExcluirCom o teu amor
Acendeste-me a luz da alma
Vivo, amo, porque a morte é o ato de regressar
Tenho um sol inteiro
Um castelo altaneiro
A saudade do amor primeiro
Tenho tanto, nada, rosa, sal fogo
Doce beijo
“O que quer que ames ama-te”
ResponderExcluirCom o teu amor
Acendeste-me a luz da alma
Vivo, amo, porque a morte é o ato de regressar
Tenho um sol inteiro
Um castelo altaneiro
A saudade do amor primeiro
Tenho tanto, nada, rosa, sal fogo
Doce beijo
Que escrita intensa, Vitalina!
ResponderExcluirUma nostalgia lindamente expressa.
Entrei por aqui porque já estive em sua postagem anterior.
Desejo-lhe uma abençoada e feliz semana.
Beijo.